quarta-feira, 20 de novembro de 2013

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Não sei explicar, mas algo me dizia que era a última vez, o último dia.
Nunca havia sentido algo tão parecido, tão ruim. Parecia que meu corpo cansado não queria dormir, meus olhos sentiam sono, mas não queriam fechar. Queria descansar, mas não conseguia dormir, sonhar. Parecia então ser a última vez. Os últimos beijos, últimos olhares. A última vez que te abraçava pra você adormecer. Acordei cedo e fiquei te olhando dormir, te apreciando, te cuidando, era a última vez que eu poderia te olhar dormindo? Minha mente tava barulhenta demais para não sentir meu rosto cheio de lágrimas, mas em silêncio. Não queria mais dizer nada. Machucados, e cada vez com mais certeza do tamanho desse amor. Como pode isso? E como o sentimento de despedida tava tão forte em mim, quis aproveitar cada tempinho desse dia. Quis registrar na minha mente cada vez que você sorria. Quis guardar na minha memória cada vez que me abraçava... Então, anoiteceu, o fim do dia chegou, e então? Não posso dormir sentindo que é um adeus. Entristeci, não há como me despedir, não consigo desistir. Não posso, não entrei na sua vida para ser alguém que sai tão fácil, queria ficar e fazer a diferença. Eu poderia fazer a diferença? Tempo... Queria que o tempo passasse. Queria sentir que já é junho do ano que vem, outubro... sentir os meses voarem. Quero me curar, te curar. E acima de qualquer coisa quero mais Deus pra nós. Força e fé. Sei que dessa forma Deus nos dará paz, mas não me faça mais sentir que é a última vez de tudo. Porque eu posso aproveitar mais cada segundo desse jeito, por medo, mas o sentimento que se forma no meu peito me angustia tanto ao ponto de eu achar que só vou conseguir sorrir do seu lado...

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