... e me anoiteço ainda mais e me entrevo tanto quando estás presente e
novamente me tomas e me arrancas de mim me desguiando por esses caminhos
conhecidos onde atrás de cada palavra tento desesperado encontrar um
sentido, um código, uma senha qualquer que me permita esperar por um
atalho onde não desvies tão súbito os olhos, onde teu dedo não roce tão
passageiro no meu braço, onde te detenhas mais demorado sobre isso que
sou e penses quem sabe que se aceito tuas tramas, mas mesmo assim penses que poderias
aceitar também meus jogos, esses que não proponho, ah detritos, (…)
(Caio Fernando Abreu.)

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